*Nota: Este caso clínico , retrata uma paciente tratada como portadora degastrite e que na realidade tem uma dispepsia funcional de causa
psicossomática.Muito comum no nosso meio e,responsável, por muitos insucessos no tratamento "das gastrites".
Doutor tenho gastrite há mais de 25 anos, tem desconforto no estômago, durmo mal, já fiz três endoscopias, disseram, que era gastrite.
Tive 10 filhos, três morreram antes de completar sete dias (provável tétano neonatal), dois, depois de um ano (provável gastrenterite).
Uma filha com três filhos ficou viúva aos 24 anos, depois de três anos, morreu devido a complicações de um aborto provocado por curiosa.
Com sacrifício criei estes três netos e mais os filhos que me sobraram, tenho um marido muito bom, somos muito pobres, mas, nada nos falta e damos graças a Deus.
Este é o relato inicial de uma sertaneja com 65 anos de idade. Sem mais queixas refere ser sedentária, mas, já deu muito duro na roça.
É uma figura bonita com pele castigada pelo sol forte do sertão baiano. Quer, por que quer, fazer uma endoscopia digestiva.
Feita a sua vontade, constatou-se um exame normal.
Após uma explanação sobre o que é gastrite e o que significa desconforto abdominal, insônia e sedentarismo e principalmente o que são emoções e a sua importância sobre as alterações no funcionamento de todo o corpo humano.
Medicada com antidepressivo e orientação para aprender a administrar perdas valorizando os ganhos ao longo da vida, saiu motivada.
Retorna seis meses depois, como combinado, referindo estar bem e, não mais sente os incômodos “gástricos” que iam e voltavam.
Refere estar dormindo bem, esta fazendo caminhadas todos os dias e fez uma pequena horta conforme lhe foi sugerido, também aceitou outra sugestão, e está plantando rosas.
Agradecida, me presenteou com dois mamões, que, constatei depois, eram deliciosos.
Eduardo Leite
eduardoleite1949@gmail.com
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